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Como precificar sem copiar o preço do concorrente

Copiar o preço do vizinho é um jeito de perder margem. Veja a conta simples do Sebrae e como aplicá-la a fachadas, letreiros e adesivos.

· 3 min de leitura · por Matheus Prates

Capa da matéria: Como precificar sem copiar o preço do concorrente

Chega um pedido de orçamento de fachada. Você olha o preço do concorrente, põe um pouco abaixo e manda. Funciona para fechar. Mas e o lucro no fim do mês? Preço copiado não conhece os seus custos.

O que diz o Sebrae

A Comunidade Sebrae PR explica que precificar é definir o valor do que a empresa vende, e que um preço errado pode colocar o negócio em risco. Preço muito alto afasta o cliente. Preço muito baixo, segundo o texto, coloca em xeque a credibilidade do produto e da empresa.

A fórmula do Sebrae é direta:

Preço = custos + despesas + lucro projetado

O texto dá um exemplo de uma loja de decoração. Ela comprou 100 itens por R$ 1.000, tem R$ 400 de despesas e quer R$ 500 de lucro. O total é R$ 1.900. Dividido pelos 100 itens, cada um sai por R$ 19. Os números são do exemplo do Sebrae, não do nosso setor. O que vale é o caminho.

Custo, despesa e lucro entram no preço antes de olhar o concorrente.
Custo, despesa e lucro entram no preço antes de olhar o concorrente.

Como aplicar à comunicação visual

Em uma fachada ou letreiro, a mesma lógica vale. Monte a conta em três blocos:

  1. Custos do pedido: chapa, letra, LED, tinta, adesivo, fonte de energia, frete e a hora de quem produz e instala.
  2. Despesas da empresa: aluguel, energia, internet, impostos, sistema, salários, a parte do pedido que cabe a cada um.
  3. Lucro projetado: o que sobra para a empresa crescer.

Se um dos três ficar de fora, o preço fica baixo demais, mesmo que o pedido pareça bom.

O concorrente entra no fim

O Sebrae não manda ignorar o mercado. O texto diz que, se o concorrente vende o mesmo item bem mais caro, você pode se basear nele e subir o preço, para não destoar demais e perder vendas. Mas a ordem importa: primeiro a sua conta, depois a comparação.

Confira com frequência

O Sebrae lista alguns pontos para revisar o preço de tempos em tempos:

  • O preço do item no fornecedor subiu? Na próxima compra você paga mais do que recebeu na venda anterior.
  • O regime tributário mudou?
  • Houve mudança nas despesas do local ou na logística?
  • Vale a pena pesquisar mais de um fornecedor? O texto diz que, assim, é possível conseguir descontos e mais vantagens.
Revisar o custo do fornecedor evita vender abaixo do que custa.
Revisar o custo do fornecedor evita vender abaixo do que custa.

Para começar hoje

Pegue o último orçamento fechado e refaça a conta: custo, despesa e lucro. Se o lucro projetado não aparece, você achou o problema. Para treinar, use as calculadoras grátis de orçamento da M.P.M., que rodam no seu navegador.

Preço certo ajuda também a anunciar. Com a margem clara, fica mais fácil saber quanto pode investir para conseguir cada pedido. Se quiser olhar isso junto, o diagnóstico gratuito da M.P.M. é o primeiro passo, sem promessa de resultado.

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